sábado, 22 de novembro de 2008

...bedtime story...

"olá, menina..."
"olá..." - ela meio tímida.
"posso ficar ao seu lado?"
"por quê?" - ela espantada.
"porque eu sinto que vou gostar muito de você...e a gente pode ser feliz em conjunto..."
"hã?"
"confie em mim..."
"você não acha que pede muito?"
"é tudo o que posso fazer - pedir tempo para mostrar..."
ela se silencia.
ele sente que a ama.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

...el kenza...

...ele viu de longe um brilho, diferente, difuso, talvez pela distância...ele se aproximou e viu um tesouro de rara beleza...só que o tesouro não era então simples material...este tesouro se movimentava, seu peito inflava e trazia para dentro de si parcelas do mundo carregadas pelo ar, seus olhos perscrutavam ao redor de si...seus olhos grandes e escuros...olhos estes que se depararam com os pequenos olhos dele, que se surpreenderam...sua voz não era ouvida, mas ele podia antecipar como seria ouví-la; sim, pois o tesouro tomara a graciosa forma feminina, mais preciosa que o ouro e o diamente...e ficaram assim, por um tempo imensurável...estavam frente a frente, mas um vidro os separava...ele tentou buscar suas mãos, enquanto ela ainda estava surpresa, para em seu lugar a observá-lo...ele tentou transpor a barreira vítrea, e ela se surpreendeu com suas tentativas sagazes de aproximar-se...e eis que o vidro se rompeu...e então ele atravessou e foi deparar-se com a continuação do deserto em que caminhava...as migalhas pelo chão retratavam uma miríade de olhos que o observavam...olhos de um anseio indescrítivel...anseavam saber o que aconteceria e por que ele os buscava tão intensamente, mas isto nem ele sabia...apenas sentia-se maravilhado e tentava, mesmo que inefetivamente, chegar até aquela que o capturara com seu brilho...ela, sem saber, esperava...ele, sem sucesso, buscava...os destinos dos dois talvez nunca se encontre...mas ele, assim como ela, estão em seus respectivos lugares a contemplar a lua e a se perguntar por que tão distante, por que assim, por que agora...

sábado, 15 de novembro de 2008


...o fardo de perder-se de vista para ser alguém em quem você teve que se tornar é refletido no desespero expresso por seus olhares amargos...é inegável...

...um começo...




...e se você dormir? e se em seu sono você sonhar? e se em seu sonho você for ao céu e lá você encontrar uma flor de rara beleza? e se quando você acordar você vir esta flor em sua mão? e então...?